Jan 26

Hoje foi o primeiro dia da Campus Party. Na verdade foi o dia da “instalação”. Centenas de nerds com seus desktops, monitores, robôs, e mais um monte de tranqueiras encaixotadas aguardando sua vez para fazer o credenciamento.

Cheguei por volta de 11h30 e a fila se estendia por toda a lateral do Centro de Exposições Imigrantes, e olha que o lugar é grande. Decidi não encarar e fui fazer outras coisas durante o dia. Voltei por volta de 17h e a fila continuava grande, mas pelo menos já era praticamente a metade. Depois de 1 hora finalmente consegui entrar e pra minha surpresa tinha mais uma filinha de 20 minutos pro credenciamento de equipamento. O mais incrível é que ninguém parecia aborrecido com a espera toda, afinal são 7 dias de evento, 1 hora e meia não é nada. Por sorte encontrei meu amigo Paulo Suzuki (até o fim do evento vou convence-lo a criar um blog e linko aqui) e passamos o tempo conversando.

Mas antes de encarar essa segunda fila fui dar uma volta no saguão de exposições. Pra variar muitas moças bonitas com vestidinhos curtos e sorrisos convidativos (não, não tirei fotos, minha esposa não ia gostar muito pois falei que só tinha nerd e mulher feia). A Locawebizitas continuam as melhores, se esse negócio de hosting não der certo eles podem abrir uma agência de modelos.

Quando finalmente entre no saguão principal fiquei impressionado com o tamanho do evento e a quantidade de pessoas e computadores, de fato um evento único. Sem contar com os simuladores de vôo patrocinados pela Azul logo na entrada do saguão, muito legais!

Desculpem pela pécima qualidade das fotos, mas foi o que consegui com meu iPhone 2G super-moderno.

Bom, amanhã o evento começa de verdade e vou postando as coisas interessantes para minha legião de leitores! (um dia posto os gráficos do Google Analytics pra vocês rirem um pouco).

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Dec 17

Esses dias estava eu tentando convencer um amigo meu, o Zé, de o que usar o Github como “hub” (duh!) de projetos Git é muito interessante e paga a “complexidade” extra dos pulls, pushs e merges intermediários. A conversa é relativamente longa, mas divertida e rápida de ler. Se você é teimoso como o Zé, pode servir pra entender melhor a idéia do Github e da dinâmica dos sistemas de controle de versão distribuídos:

: como faço o push?
: vc liberou lá?
Hack: na verdade vc tem que fazer pull agora
: xiiii
: pull?
Hack: push é vc mandar do seu repositorio local pra algum lugar
Hack: pull é de algum lugar pro se repositorio
: a gente aqui manda ver push mesmo
: afinal, a minha é a última vrs
: como é esse pull?
Hack: pera ai
Hack: vc quer puxar as minhas alterações ou enviar as suas?
: mandar a minha
Hack: vc já atualizou com a minha?
: sim sr
Hack: com o rails:freeze ?
Hack: ok
: já escrevi o crawler e já quero mandar pro sr
: se for possível
: senao te mando os arquivos por email
Hack: para
: ou gero um patch
Hack: ta doido
Hack: vc criou sua conta no github?
: acho que já tenho
: perai
Hack: depois vai no meu repositorio e clica em “fork”
Hack: isso vai criar um fork do meu repositorio na sua conta
: xiiiiiii
Hack: q?
: o que eu gosto mesmo no github é a simplicidade
Hack: bom, mas ai o problema não é o github
Hack: scm distribuido é assim p..rra
Hack: vai por mim, vc vai ver que é legal depois
: cara, eu uso o git há mais de um ano
: o github embassa
Hack: vc deve usar o git como usava o SVN
: cade o lance do meu ssh direto?
: hein?
: nem velho… aqui git é moeda corrente
: a gente troca versão um com o outro direto
: mas tá, blz
: vamos ao github
Hack: pois é, vc tem IP publico?
Hack: se tivesse daria
: né
Hack: por isso o github é bom
Hack: e como vcs trocam versao direto sem o pull?
: vc vai e clona, aí faz push de volta direto pro cara
Hack: ah, e todo mundo tem direito de escrita no repositorio do cara?
: push ssh://maquinadoze/repo/projeto
: quem ele quer né
: isso rola entre os arquitetos
Hack: bom, geralmente vc clona o repositorio do zé, que é o tal do “fork”
Hack: ai vc diz pro zé, “zé, tem coisa aqui, veja se vc quer”
Hack: ai o zé vai lá e dá um pull no seu repositório
Hack: e ELE decide se o que vc fez entra ou não no repositório DELE
: pois é
: muuuito mais legal
Hack: ta zuando?
Hack: vai fazer o fork ou não mané?
Hack: ah, já ta lá
Hack: agora vc faz o clone pra sua máquina
Hack: ou “checkout”, se quiser pensar “svn”
Hack: coloca as alterações que vc fez nesse clone
Hack: e dá um push
Hack: ai eu pego
Hack: detalhe: vc clona o SEU repositorio, não o meu
: ou seja, lixo
: lixo lixo lixo lixo
Hack: não vou discutir
Hack: ta bom vai, vou discutir um pouquinho
Hack: o github facilita pro caso como o nosso
Hack: o github na verdade é um servidor com IP publico que agente usa como um “espelho” dos respositorios que estao na nossas maquinas
Hack: mas eu nao acesso a sua maquina diretamente, assim como vc poderia ter desligado seu laptop e ido tomar um suco de laranja com acerola
Hack: e ai, como eu pegaria as suas alteracoes pra continuar trabalhando?
Hack: e como pessoas que nem se conhecem podem colaborar cada um no seu timezone, e etc, etc, etc
Hack: eles usam o github
Hack: legal né?

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Nov 17

Se alguém te perguntar “que editor você usa?”, qual é a primeira resposta que lhe vêm a cabeça?

Pois é, fui pego de surpresa com uma pergunta dessas dentro do avião, enquanto conversava com um Sr. muito simpático que estava sentado ao meu lado jogando paciência no seu iPhone.

Uma pergunta muito simples, “que editor você usa?”, eu gaguejei um pouco e falei, meio sem graça, “editor, é … de documento?”, o cara me olhando meio desconfiado disse “sim, editor”, e eu respondi, meio sem confiança “OpenOffice?” … ufa, a conversa continuou normalmente e ele até me indicou o NeoOffice, uma versão otimizada para Mac OSX do OpenOffice, já conhecia, instalei logo nos primeiros dias de Mac mas acabei ficando com o bom e velho OpenOffice que ao meu ver se adapta muito bem ao Mac, mas ele disse que uma nova versão do Neo Office está ainda melhor, então vou testar.

Bom, agora você deve estar se perguntando, “editor, Openoffice, o que esse louco ta falando” … bom, é que a resposta que me veio a mente imediatamente foi “Vim”, e isso me deixou um pouco confuso pois estava na cara que o tiozão não ia entender, mas eu não lembrava de outro tipo de “editor” … Vim, Emacs, Netbeans, Eclipse, TextMate se você for meio metrosexual, “tem tantos tiozão” … vai ser nerd assim no inferno, deus me livre.

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